Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo 2026: o que os brasileiros vão comprar online (e quando)

Índice

A Copa do Mundo 2026 é, sob quase todos os aspectos, inédita. Pela primeira vez na história, o torneio reúne 48 seleções e acontece em três países ao mesmo tempo — Estados Unidos, México e Canadá. São 39 dias de competição, mais jogos, mais engajamento, mais tempo de torcida ativa. Para o varejo online brasileiro, esse formato expandido não é só uma curiosidade esportiva: é uma janela de vendas significativamente maior do que em qualquer edição anterior.

Os números já existentes ajudam a dimensionar o que está por vir. A FIFA projeta um faturamento de US$ 4,4 bilhões em receita de vendas associadas ao torneio — um crescimento de 378% em relação à Copa do Catar em 2022. No Brasil, a edição de 2022 registrou R$ 169,6 bilhões em faturamento no e-commerce ao longo do ano, com 368,7 milhões de pedidos e ticket médio de R$ 460, segundo a ABComm. Uma parte desse volume teve influência direta do Mundial. Em 2026, a expectativa é de que o impacto seja proporcionalmente maior, dado o calendário mais longo e a maturidade crescente do canal digital no país.

Especialistas do setor estimam crescimento entre 20% e 40% no varejo digital durante o período da Copa. Isso coloca o evento numa categoria raramente alcançada por datas comerciais: ao lado de Black Friday e Natal, em categorias específicas.

O consumidor brasileiro já está no clima — e comprando antes do apito inicial

Uma pesquisa do Instituto QualiBest realizada em fevereiro de 2026 com 1.000 internautas de diferentes regiões e classes sociais mostrou que a Copa do Mundo 2026 já ocupa espaço relevante nas conversas e nas decisões de consumo dos brasileiros. O torneio apareceu espontaneamente entre os temas mais discutidos, junto com política e eleições. Isso indica que o evento, na prática, começou muito antes de junho.

O dado mais direto: 59% dos entrevistados pretendem comprar camisas da Seleção Brasileira — originais ou não. E 76% dos brasileiros afirmam que a Copa do Mundo 2026 vai mudar de alguma forma seus hábitos de consumo, sendo que 43% pretendem adaptar os gastos conforme a ocasião, de acordo com estudo da MindMiners.

Outro ponto relevante para quem vende online: 57% dos torcedores vão assistir aos jogos em casa com amigos ou familiares. Entre as mulheres, esse índice sobe para 71%. O ambiente doméstico como epicentro das transmissões favorece diretamente categorias de consumo que o e-commerce já domina bem — decoração, eletrônicos, alimentação e produtos temáticos.

E tem um padrão de comportamento que os dados do varejo físico revelam e que funciona igualmente no digital: o brasileiro não espera o dia do jogo para comprar. O pico de consumo acontece antes. No varejo tradicional, o fluxo cresce 18,8% nas sextas-feiras anteriores às partidas de sábado. Durante o jogo, o consumo cai bruscamente. Quem entende esse timing — e adapta campanhas, estoques e comunicação para capturar a demanda no momento certo — sai na frente.

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Os produtos mais procurados no e-commerce durante a Copa do Mundo 2026

Produtos mais procurados no e-commerce durante a copa do mundo 2026

Álbum e figurinhas da Panini

Poucos produtos conseguem mobilizar torcedores de 8 a 50 anos com a mesma intensidade. O álbum oficial da Copa do Mundo FIFA 2026, lançado em 1º de maio, é a maior coleção já produzida pela Panini: 980 cromos, 68 especiais, 112 páginas, cobrindo todas as 48 seleções participantes. O preço de cada envelope subiu de R$ 4 para R$ 7, mas agora vem com sete figurinhas em vez de cinco — o custo por unidade fica próximo de R$ 1.

Na Copa de 2022, mais de 252 mil itens entre álbuns e pacotes de figurinhas foram vendidos só pelo iFood. Para 2026, a parceria entre iFood e Panini já está confirmada, com entregas prometidas em até 10 minutos via aplicativo. A Amazon, o Mercado Livre e a loja oficial da Panini já registram alta procura mesmo na fase de pré-venda. Álbuns de capa dura nas versões prateada e dourada esgotam rapidamente em lançamentos desse tipo — e quem deixa para depois tende a pagar mais nos marketplaces por revendedores.

Um alerta importante que a própria Panini emitiu: golpes circularam nas redes sociais antes mesmo da pré-venda oficial, com sites falsos vendendo kits com “30, 60 ou 90 pacotes” com supostos descontos. Para lojistas que trabalham com esse nicho nos marketplaces, a reputação e as avaliações fazem diferença real nesse cenário.

Camisa da Seleção Brasileira e outros uniformes

A nova camisa da Seleção, desenvolvida pela Nike, foi revelada em março e resgatou a estética clássica do “Canarinho” — amarelo canário com detalhes verdes na gola e nas mangas. O lançamento contou com Vinicius Júnior, Estevão e Lucas Paquetá como garotos-propaganda. A versão alternativa, desenvolvida em parceria com a Jordan (subsidiária da Nike), foi a primeira desse tipo na história da Seleção e gerou forte engajamento nas redes sociais.

No Mercado Livre, na Netshoes e na Centauro, a camisa oficial já aparece entre os itens mais buscados. O desempenho de vendas de uniformes costuma ter dois picos durante a Copa: um antes da estreia da seleção e outro após vitórias importantes — especialmente quando o time avança nas fases eliminatórias. Para quem vende no marketplace, é importante não esgotar estoque no pico inicial e manter abastecimento ao longo do torneio.

Vale notar que uniformes de outras seleções — Argentina, França, Portugal, Alemanha — têm demanda consistente e concorrência bem menor do que a camisa do Brasil. O perfil desse comprador é específico (colecionador, torcedor de dupla nacionalidade, fã de algum jogador), mas tem disposição de pagar mais e comparação de preço menor.

Bola oficial da Copa do Mundo 2026: a Trionda

A bola oficial do torneio se chama Trionda — nome que faz referência às cores dos três países-sede. Design sem costuras, certificação oficial FIFA, aerodinâmica desenvolvida para favorecer precisão. A Netshoes já comercializa diferentes versões: a réplica oficial para jogos, uma versão para futebol de areia e outra para treinos e recreação com preços mais acessíveis.

Bolas oficiais de Copa historicamente têm alta procura tanto para uso quanto para coleção. O pico de interesse tende a acontecer nas semanas que antecedem o início do torneio, quando as pessoas organizam peladas, compram presentes e montam ambientes de assistir aos jogos.

Chuteiras

Chuteiras entram no radar durante a Copa por dois caminhos distintos. O primeiro é o público que se inspira com o torneio para praticar futebol — Copa movimenta escolinhas, peladas e a vontade de calçar um chuteira nova. O segundo é o mercado de colecionadores e fãs de modelos lançados especialmente para o Mundial, que grandes marcas como Nike e Adidas invariavelmente aproveitam para lançar edições limitadas vinculadas ao evento.

Eletrônicos: TVs, caixas de som e projetores

TVs maiores lideram as buscas no e-commerce em todo período de Copa. Tem sido assim nas últimas três edições e em 2026 não vai ser diferente. A lógica é simples: quem vai receber amigos em casa para ver os jogos quer uma experiência melhor. Caixas de som Bluetooth, soundbars, projetores e acessórios de instalação — como suportes de parede e cabos HDMI — acompanham esse movimento.

Um dado que especialistas de marketplace apontam: suportes de parede para TV, extensões elétricas e réguas de tomada são produtos com demanda constante que aceleram expressivamente em período de Copa. Têm menos concorrência do que eletrônicos principais, boa margem e o consumidor que está montando sua estrutura para assistir aos jogos compra tudo de uma vez.

Itens de festa, decoração e experiência coletiva

Bandeiras, capas temáticas, itens personalizados com as cores do Brasil, balões, copos, pratos e guardanapos de festa — tudo isso entra no carrinho das pessoas que vão montar o ambiente em casa. Kits temáticos que combinam esses produtos têm desempenho melhor do que itens avulsos porque reduzem o esforço do consumidor e aumentam o ticket médio da compra.

Além dos itens visuais, acessórios para churrasco também aumentam nesse período. Reunir a família (72%) e fazer churrasco (59%) continuam sendo rituais centrais dos brasileiros durante a Copa, segundo o QualiBest.

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O papel dos marketplaces nessa Copa do Mundo 2026

Mercado Livre, Shopee, Amazon Brasil, Americanas e Magazine Luiza já estão posicionados para o torneio com categorias e páginas dedicadas. Para sellers que operam nesses canais, a Copa cria oportunidades reais — mas exige antecipação.

Quem espera o primeiro jogo para anunciar produtos temáticos entra num ambiente de alta concorrência, margem comprimida e anúncios mais caros. O movimento de busca por produtos da Copa começa semanas antes do início do torneio. Quem se posiciona cedo — com anúncios bem construídos, estoque adequado e política de frete competitiva — captura a demanda antes da disputa se intensificar.

O comportamento do consumidor brasileiro em Copas também revela um fenômeno de curto ciclo: quando o Brasil é eliminado, a demanda por produtos temáticos cai de forma rápida. Isso significa que o planejamento de estoque precisa considerar dois cenários: o de campanha longa da Seleção e o de eliminação precoce. Para produtos não temáticos — eletrônicos, utensílios, itens de conforto — o ciclo é mais longo e não depende do desempenho em campo.

Tendências que vão além da camiseta amarela

Tendencias Copa do Mundo 2026 no e-commerce

A Copa do Mundo 2026 acontece num contexto de consumidor digital mais maduro. O shopper online pesquisa em múltiplas plataformas antes de comprar, usa o celular como segunda tela durante os jogos (45% dos brasileiros fazem isso, segundo a MindMiners) e tem mais facilidade com entregas rápidas e fulfillment eficiente.

Social commerce ativo. TikTok Shop Brasil e Instagram Shopping vão movimentar produtos de Copa por meio de conteúdo gerado por criadores. Vídeos de unboxing do álbum da Panini, resenhas de chuteiras e montagens de ambientes para assistir aos jogos têm alto potencial de conversão direta.

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Entregas ultra-rápidas como diferencial. A parceria iFood-Panini com entrega em 10 minutos ilustra a direção que o mercado está tomando. Consumidores que esqueceram de comprar figurinhas ou precisam de um item antes do jogo não querem esperar dois dias. Sellers com operação de fulfillment próximo às grandes capitais têm vantagem real aqui.

Colecionáveis e experiências personalizadas. A Copa do Mundo 2026 é a primeira com 48 seleções, o que amplia o apelo de produtos para torcedores de países que nunca participaram antes. Itens personalizados — camisas com nome, acessórios de times específicos — têm público fiel e disposto a pagar mais.

Consumo saudável na experiência coletiva. Cerveja zero e refrigerantes sem açúcar tiveram crescimento expressivo nos períodos recentes de eventos esportivos. O consumidor continua comprando para confraternizar, mas inclui opções mais leves no carrinho — o que cria oportunidade para quem vende produtos de alimentação no e-commerce.

O que fazer agora

A Copa do Mundo 2026 começa em 11 de junho. Mas, na prática, o mercado já está em movimento. O álbum da Panini foi lançado em maio, as camisas da Seleção já estão à venda, e as buscas por produtos temáticos crescem a cada semana nos marketplaces.

Para lojas virtuais e sellers de marketplace, o momento de agir é agora — e não quando o Brasil entrar em campo. Isso significa revisar catálogo, identificar as categorias com potencial real para o seu negócio, preparar campanhas específicas para o período e planejar estoque com dois cenários em mente: campanha longa e eliminação antecipada.

A Copa do Mundo não volta em quatro anos para corrigir o que não foi feito agora. O comportamento de consumo é documentado, a demanda é real e a janela de tempo é curta. Quem fatura bem nesses períodos quase sempre não é quem tem o melhor produto — é quem estava pronto antes do Brasil entrar em campo.

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